Aulas de Dança do Ventre, Dabke e Derbake

A Dança do Ventre

Há muitas teorias sobre, uns dizem que nasceu no antigo Egito em danças rituais da Idade da Pedra, nas religiões que cultivaram a grande Deusa, nessa época a dança pode ter se espalhado por todos os países árabes. Os registros existentes são de difícil interpretação, pois a dança é uma arte visual e o que se tem é uma visão subjetiva do espectador que assistia.

A dança oriental está relacionada com diferentes ciências: antropologia, arqueologia, história, religião e a fins terapêuticos.

É comum atribuir sua origem a rituais oferecidos em templos dedicados à deusa Ísis, em agradecimento à fertilidade feminina e às cheias do rio Nilo, as quais representavam fartura de alimentos para a região; embora a Egiptologia afirme que não há registros desta modalidade de dança nos papiros - as danças egípcias possuíam natureza acrobática. É possível que alguns de seus movimentos, como as ondulações abdominais, já fossem conhecidos no Antigo Egito, com o objetivo de ensinar às mulheres os movimentos de contração do parto. Com o tempo, foi incorporada ao folclore árabe durante a invasão moura no país, na Idade Média. Não há, contudo, registros em abundância de sua evolução na Antiguidade.

Tecnicamente, seus movimentos são marcados pelas ondulações abdominais, de quadril e tronco isoladas ou combinadas, ondulações de braços e mãos, tremidos e batidas de quadril (shimmies), entre outros.

Segundo alguns pesquisadores norte-americanos, as ondulações abdominais consistem na imitação das contrações do parto: tribos do interior do Marrocos realizam ainda hoje, rituais de nascimento, em que as mulheres se reúnem em torno da parturiente com as mãos unidas e cantando, realizam as ondulações abdominais a fim de estimular e apoiar a futura mãe a ter um parto saudável, sendo que a futura mãe fica de pé, e realiza também os movimentos das ondulações com a coluna. Estas mulheres são assim treinadas desde pequenas, através de danças muito semelhantes à Dança do Ventre.

Ao longo dos anos, sofreu modificações diversas, inclusive com a inclusão dos movimentos do ballet clássico russo em 1930.

Tendo sido influenciada por diversos grupos étnicos do Oriente, absorveu os regionalismos locais, que lhe atribuíam interpretações com significados regionais. Surgiam desta forma, elementos etnográficos bastante característicos, como nomes diferenciados, geralmente associados à região geográfica em que se encontrava; trajes e acessórios adaptados; regras sobre celebrações e casamentos; elementos musicais criados especialmente para sua nova forma; movimentos básicos que modificaram a postura corporal e variações da dança. Nasce então, a Dança Folclórica Árabe.

Entre os estilos mais estudados temos as Escolas:

Egípcia: manifestações sutis de quadril, domínio de tremidos, deslocamentos simplificados adaptados do Ballet Clássico, movimentos de braços e mãos simplificados;

Norte-americana: manifestações mais intensas de quadril, deslocamentos amplamente elaborados, movimentos do Jazz, utilização de véus em profusão, movimentos de mãos e braços mais bem explorados;

Libanesa: com shimmies mais amplos e informais, seguidos de deslocamentos muito simplificados.

No Brasil sua prática revela uma tendência de copiar os detalhes de cada cultura, para fins de estudo e aumento de repertório. O estilo brasileiro tem se revelado ousado, comunicativo, bem-humorado, rico e claro no repertório de movimentos.

As mestras sírias Shahrazad e Samira Samia foram as difusoras desta arte no Brasil.

Os benefícios da dança do ventre:

  • Melhora o alongamento e flexibilidade;
  • Estimula a criatividade e a sensibilidade musical;         
  • Desenvolve a coordenação motora;
  • Modela o corpo, afina a cintura, tonifica a musculatura interna e externa dos braços, pernas e abdômen;
  • Corrige a postura diminuindo dores na coluna, derivada de desvios posturais;
  • Massageia os órgãos internos estimulando um melhor funcionamento do intestino;
  • Ajuda a emagrecer;
  • Alivia tensões e combate o stress;
  • Desperta a feminilidade;
  • Dançar é um ótimo exercício para ativar a memória;
  • Diminui as cólicas menstruais;
  • Você pode perder de 300 a 500 calorias* em uma hora de aula.
    * depende de pessoa a pessoa.


    Tire um tempo para você, venha fazer dança do ventre e descubra o prazer de dançar a vida!

Studio Khalige Dança do Ventre Arte e Cultura